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terça-feira, 18 de agosto de 2015

ESPECIAL: A intolerância contra as religiões de matrizes africanas no Brasil

Em comemoração à Década Internacional de Afrodescendentes, documentário produzido pelo Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio) aborda as causas da intolerância religiosa e a riqueza da cultura afrodescendente no país.

As religiões de matrizes africanas são parte da diversidade religiosa do Brasil. Entre algumas dessas manifestações, que têm como referência a cultura trazida pelos africanos durante mais de 300 anos de escravidão, estão catimbó, cabula e principalmente umbanda e candomblé, que se propagaram com mais intensidade pelo Brasil.
Desde sua chegada ao Brasil, os praticantes de religiões de matrizes africanas foram alvo de perseguições por manifestarem a sua fé. Mas ainda hoje, em 2015, os episódios de intolerância religiosa fazem parte do cotidiano. No contexto da Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024), a ONU destaca essas manifestações brasileiras e de forte ligação com a África.
Culto de Candomblé na Casa Pai Anderson de Oxaguiãn. Foto: UNIC Rio/Natalia da Luz
Culto de Candomblé na Casa Pai Anderson de Oxaguiãn. Foto: UNIC Rio/Natalia da Luz
“Eu costumo dizer que a África e o Brasil se casaram e tiveram dois filhos: candomblé e umbanda. O candomblé é uma religião de matriz africana, a sua origem está na África, sobretudo no sudoeste da África. É uma religião brasileira e que se constituiu não só com essa matriz, mas com o sincretismo a partir da relação com o cristianismo, com cultos e vivências indígenas. A umbanda tem outra forma de sincretizar além dessa construção africanista porque promove outras relações com o misticismo, valores ciganos, kardecistas e hinduístas”, explicou, em entrevista exclusiva ao Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio), o babalorixá Márcio de Jagun, ressaltando que, para os detratores, tanto os candomblecistas quanto os umbandistas são chamados de “macumbeiros”.
Apesar da influência africana desde o século XVI, o candomblé e a umbanda se consolidaram na sociedade brasileira nos últimos 200 anos, principalmente no início do século XX, quando o público pôde ter conhecimento das práticas a partir, por exemplo, das pesquisas de Pierre Verger, etnólogo francês e babalawo, que dedicou a maior parte de sua vida ao estudo da diáspora africana e ao comércio de escravos.
Essas práticas religiosas de matrizes africanas também fazem referência à comida, à música, aos tecidos e aos costumes não apenas dos escravos, mas dos colonizadores. Como exemplo deste sincretismo estão a indumentária e as louças que foram acrescentadas ao culto, como referência aos costumes portugueses.
Foto: UNIC Rio/Natalia da Luz
Foto: UNIC Rio/Natalia da Luz
“Após a Abolição da Escravatura e a Proclamação da República, vimos um movimento eugenista crescer no Brasil. A ideia era embranquecer o país, dar identidade europeia. Então, toda essa cultura afro foi criminalizada: o samba, a capoeira, a prática religiosa… Tudo era estigmatizado”, destaca, em entrevista ao UNIC Rio, o babalawo Ivanir dos Santos, acrescentando que a África está muito presente no seio da história e da construção da religiosidade, mas isso não recebe a importância que deveria.
Foto: UNIC Rio/Natalia da Luz
Foto: UNIC Rio/Natalia da Luz
Desafios para mensurar os praticantes
De acordo com o último censo, de 2010, menos de 1% da população brasileira pratica as religiões de matrizes africanas. Mas esse universo não condiz com a realidade, já que ele não expressa a quantidade de pessoas que, juntamente com outras religiões, frequentam os cultos de matriz afro. O documento do IBGE informa que há cerca de 407 mil praticantes da umbanda, 167 mil do candomblé e cerca de 14 mil de outras religiões de matrizes africanas.
“O ultimo censo mostrou a diversificação do campo religioso. O catolicismo, religião hegemônica, vem decrescendo, o que vem abrindo espaço para o crescimento dos neo-pentecostais. Já os afro-religiosos, representam menos de 1%. O que vários especialistas têm dito, e eu concordo, é que esse número está subestimado. Há que se fazer uma pesquisa mais cuidadosa de maneira a saber como isso pode ser perguntado para chegarmos mais perto da religiosidade brasileira. Antigamente, sabemos que em muitos terreiros, vários cultos eram realizados na igreja católica. Desta forma, deveria ser aceitável na declaração que a pessoa se identificasse com mais de uma religião”, diz a antropóloga Sonia Giacomini.
Foto: UNIC Rio/Natalia da Luz
Foto: UNIC Rio/Natalia da Luz
Ciente da demanda para estudar e divulgar o trabalho desenvolvido nas casas, uma pesquisa coordenada por Giacomin e desenvolvida pelo Núcleo Interdisciplinar de Reflexão e Memória Afrodescendente da PUC-Rio mapeou 847 terreiros do Rio de Janeiro. O resultado foi divulgado no livro “Presença do Axé: Mapeando terreiros no Rio de Janeiro”, que revelou também o mapa da intolerância religiosa.
“Grande parte das perguntas do estudo, que também foi desenvolvido pela pesquisadora Denise Pini, era sobre o funcionamento da casa. Além dessas questões, o conselho religioso resolveu que teria que ter uma outra bem importante: se a casa tinha sofrido algum episódio de discriminação. Como as respostas foram muito minuciosas, pudemos identificar quem eram os agressores, quem eram as vítimas e, desta forma, um mapa da intolerância.”
Acirramento da Intolerância Religiosa
Foto: UNIC Rio/Natalia da Luz
Foto: UNIC Rio/Natalia da Luz
Em junho, uma menina de 11 anos, praticante do candomblé, levou uma pedrada na cabeça, após saída do culto na Vila da Penha, Rio de Janeiro. A família registrou a ocorrência como lesão corporal e prática de discriminação religiosa.
Márcio, que é membro da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro (CCIR-RJ), diz que não é concebível que alguns religiosos incitem a violência e que seus superiores sejam alheios a essa discussão. Eles precisam ser responsabilizados. O parágrafo VI do artigo 5º da Constituição brasileira diz que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. A Lei Caó (Lei 7.716/89) considera crime a intolerância religiosa.
Foto: UNIC Rio/Natalia da Luz
Foto: UNIC Rio/Natalia da Luz
De acordo com a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, foram registradas 39 queixas pelo Disque 100 apenas em 2013, o que deu ao estado do Rio o título de maior detentor das denúncias em todo o Brasil, mas o registro ainda é muito precário.
Márcio conta que a Secretária Nacional de Direitos Humanos contabilizou, até hoje, 500 casos de intolerância religiosa em toda a sua história. Esse número não condiz com o cenário atual, principalmente, porque muitos dos casos que deveriam ser registrados como intolerância religiosa são catalogados como briga de vizinho, injúria ou calúnia.
A intolerância religiosa está na história do Brasil desde a chegada dos portugueses, já que, nas primeiras missões, havia a clara intenção de converter os índios e os escravos ao catolicismo. Ao longo dos séculos, essa ideia parece ter sido perpetuada.
“As igrejas neo-pentecostais têm disputado espaço com os barracões, têm desejado ocupar o nosso espaço. Muitas vezes, elas se preocupam em comprar os nossos terreiros e, nos mesmos espaços, abrir os templos”, afirma Márcio, que também é presidente da Associação Nacional de Mídia Afro.
Foto: UNIC Rio/Natalia da Luz
Foto: UNIC Rio/Natalia da Luz
As igrejas neo-pentecostais congregam denominações oriundas do pentecostalismo clássico ou mesmo das igrejas cristãs tradicionais (como as batistas e metodistas). Elas surgiram aproximadamente 60 anos após o movimento pentecostal do início do século XX, em 1906.
Para Ivanir, existe uma disputa de mercado pelos fiéis, que cria uma demonização para que os praticantes de religiões afro se sintam envergonhados, o que se apresenta como um risco para a sociedade, não só para liberdade religiosa, mas para liberdade politica.

Ao votar Código de Ética, OAB decide como deve ser cartão de visitas de advogado

Os advogados estão proibidos de fazer menção a cargos, empregos ou funções exercidas no passado ou presente, e de colocar foto nos cartões de visitas, de acordo com as novas regras aprovadas pelo Conselho Pleno da Ordem dos Advogados do Brasil para reformar o Código de Ética da Advocacia.

A publicidade profissional do advogado tem caráter apenas informativo e deve “pautar-se por estilo discreto e sóbrio tanto no conteúdo quanto na forma”, recomenda a OAB, seguindo o que já consta no código atual.
Em materiais de divulgação, foi permitido somente o registro do nome do profissional ou da sociedade de advogados, o número de inscrição na entidade, as especialidades de atuação, endereço e logotipo da banca, além de horário de atendimento e idiomas em que o cliente poderá ser atendido — também seguindo o que já estava no Provimento 94 do Conselho Federal da OAB.
De acordo com o texto, poderá ser feita referência a títulos acadêmicos e distinções honoríficas relacionadas à atividade, bem como vinculações a instituições jurídicas das quais o profissional faz parte.
E-mail em artigos
A OAB voltou atrás para que o novo código permita que o advogado divulgue seu e-mail em artigos acadêmicos, culturais ou jurídicos publicados na imprensa. Em votação na manhã do último domingo  (16/8), o Conselho Pleno havia aprovado proibir a veiculação dos endereços eletrônicos por considerar que poderiam configurar "captação de clientes". Com um pedido assinado por conselheiros federais, a questão foi reaberta e votada novamente.
Também ficou permitido patrocinar eventos ou publicações de caráter jurídico. A regra vale para boletins, por meio físico ou eletrônico, sobre matéria de interesses dos advogados, desde que seja restrita a clientes e interessados do meio profissional.
Conforme o deliberado pelos conselheiros, a publicidade veiculada pela internet ou por outros meios eletrônicos será objeto de regulamentação específica.
No encontro, foi discutida também a proibição de contratação de assessoria de imprensa e de marketing pelos escritórios de advocacia, mas a proposta não prosperou.
Prazo
O Pleno impôs prazo de 30 dias para os membros da OAB despacharem nos processos éticos. E estipulou um vacatio legis de 180 dias, depois da publicação da redação final do novo Código de Ética, que será aprovada na sessão de 21 de setembro, para que as seccionais ajustem seus regimentos internos às novas regras.
Outra mudança aprovada é que a decisões dos órgãos da OAB deverão seguir padronização com dosagem da pena, fundamentação, tipificação, ementa, quórum de votação, votos divergentes e voto vencedor, entre outras exigências.

Popó nocauteia argentino e vence no seu retorno aos ringues



A volta do ídolo Acelino Popó Freitas aos ringues foi brilhante. Na noite deste sábado (15), em Santos (SP), o baiano mostrou que a 'mão de pedra' continua a mesma e derrotou argentino Mateo Veron por nocaute.
No terceiro round da luta, após acertar um lindo upper, que fez o protetor bucal do adversário voar, o brasileiro colocou o hermano para 'dormir' e conquistou um belo triunfo. Foi a 40ª vitória da carreira de Popó.  
Este confronto marcou o retorno do pugilista, que não lutava desde junho de 2012. Naquela ocasião, no Uruguai, ele também venceu o adversário, Michael Oliveira, por nocaute.
Fonte: Bahia Noticias

Encontro motociclístico reúne fãs na Passarela do Descobrimento



Milhares de fãs do motociclismo estiveram presentes nos quatro dias do 8º Encontro Nacional Motociclístico, que aconteceu entre 13 e16 de agosto, em Porto Seguro. A Passarela do Descobrimento recebeu amantes das duas rodas e do rock and roll de todo o Brasil para uma grande reunião entre amigos.
A turista carioca Lilian Martins, acompanhada por seu marido Antônio Martins, conta que vieram de Petrópolis (RJ) para curtir o encontro, além de desfrutar os atrativos do destino: “Eu e meu marido viemos pra cá em um grupo de seis pessoas. Todo fim de semana estamos presentes em um evento de motos. Este ano já estivemos em Brasília, Campina Grande, Salvador, Aracaju e agora estamos em Porto Seguro. Estou adorando as praias, a natureza, a hospitalidade e, principalmente, a simpatia do povo baiano”, disse Lilian.
Já o morador Daniel Silva também ficou satisfeito com o que viu. “Sou fã de motos e vim aqui pra prestigiar. Além disso, gosto muito de rock e a música está ótima. Parabéns aos organizadores. Porto Seguro precisa de eventos como esse”.
Para a prefeita Cláudia Oliveira, estes são importantes para o incremento do turismo em Porto Seguro, principalmente durante a baixa temporada. “Estamos trabalhando para trazer eventos de qualidade para a nossa cidade. Nosso objetivo é poder divulgar ainda mais o destino e trazer cada vez mais turistas para Porto Seguro”.
Fonte: Secretaria de Cultura e Turismo
Ascom – Prefeitura de Porto Seguro 

Seleção de Notícias do Campeonato Brasileiro e da Copa Brasil em 18/08/2015

                                                
 Seleção de Notícias do Campeonato Brasileiro.

Notícias de Direitos Humanos 18/08/2015

Clique na imagem para ter acesso as notícias de Direitos Humanos. Ações da ONU, do Greenpeace, Unicef, Cruz Vermelha e muitas outras Instituições que buscam

O Jogo da Política: Notícias sobre Política, Direito e Economia - 18/08/2015


  Notícias :Política, Direito e Economia

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Notícias de hoje, Porto Seguro, dia 18/08/2015


Fazenda Bom Sossego sediará 2ª etapa Copa Porto Seguro de Mountain Bike





A 2ª etapa da Copa Porto Seguro MTB 2015 será realizada no dia 23 de agosto, na Fazenda Bom Sossego. Em um circuito de 10 Km, a categoria Elite fará cinco voltas, totalizando 50 km; nas categorias Master A, B, C e Sub 30 os atletas terão que completar quatro voltas (40 km); os Veteranos, Feminino, Turismo e Júnior farão três voltas (30 km) e a categoria Novatos deverá completar duas voltas (20 km). Ainda há a categoria Infantil, com duas voltas, em um percurso de 500 m. 

A expectativa para a 2ª etapa é atrair mais de 100 atletas do interior da Bahia para disputar a premiação de R$ 3.000,00 e os pontos para o ranking da Copa Porto Seguro 2015. Atletas de Teixeira de Freitas, Itabuna, Eunápolis, Prado e Ilhéus já confirmaram presença. Com a organização da Bahia Pointer, o evento tem o apoio da Prefeitura de Porto Seguro e das empresas Carioca Beer, JB Bike Shop, Energético Start,HOTEL BRISA DA PRAIA, Pisa na Barata, O Pedal - Motos e Bicicletas, Kumon Porto Seguro, JP Bicicletaria, Açai Mix, Souza Ciclo e Grove Bikes. 

Mais informações e inscrições pelos números 73-9985-5561 (vivo / wats) / 73-8836-1380 ou email copaportoseguromtb@gmail.com, além da página no Faceboo: https://www.facebook.com/events/1596655357256739/ 

Festejos de Nossa Senhora D’Ajuda

Os festejos de Nossa Senhora D’Ajuda reuniram milhares de fiéis em Arraial D’Ajuda. Com o tema “Amar e Servir como a Mãe”, as atividades religiosas ocorreram entre os dias 6 e 15 de agosto e contaram com apoio da Prefeitura.
Foto de Prefeitura Municipal de Porto Seguro.

Vem aí a II Conferência Municipal da Juventude

Vem aí a II Conferência Municipal da Juventude. O encontro, que ocorre nos dias 24 e 25 de agosto, será uma excelente oportunidade para você refletir, propor ações e mudanças para a sua comunidade. Aqui, a juventude é destaque. Participe!

Tabela de Classificação do Campeonato Brasileiro 2015 em 17/08/2015



1Corinthians4019124313271470,2
2Atlético-MG3619113515331863,2
3Grêmio3619113512291763,2
4Fluminense331910364221857,9
5Palmeiras311994614321854,4
6São Paulo31199464252154,4
7Sport3119710210312154,4
8Atlético-PR30199372232152,6
9Chapecoense28198470171749,1
10Ponte Preta26196850212145,6
11Internacional2519676-7142143,9
12Santos24196671252442,1
13Flamengo23197210-7212840,4
14Cruzeiro2219649-2151738,6
15Figueirense2019559-8182635,1
16Avaí2019559-10182835,1
17Goiás19194780161633,3
18Coritiba1819469-10132331,6
19Joinville16194411-8132128,1
20Vasco13193412-2383122,8